|
|
Biografia
Seymour
Papert
Dr. Seymour
Papert é matemático e é considerado um dos pais
do campo da Inteligência Artificial. Além disso, ele é
internacionalmente reconhecido como um dos principais pensadores sobre
as formas pelas quais a tecnologia pode modificar a aprendizagem.
Nascido e educado na África
do Sul, onde participou ativamente do movimento antiapartheid, o Dr. Papert
engajou-se em pesquisas na área de matemática na Cambridge
University no período de 1954-1958. Então trabalhou com
Jean Piaget na University of Geneva de 1958 a 1963. Sua
colaboração principal era considerar o uso da matemática no serviço para
entender como as crianças podem aprender e pensar.
No início dos anos 60, Papert
afiliou-se ao MIT onde, em conjunto com Marvin Minsky,
fundou o Laboratório de Inteligência Artificial e co-autorou
seu trabalho fundamental "Perceptrons" (1970) .
Ele é autor de Mindstorms:Children
Computers and Powerful Ideas" (1980) e "The Children's
Machine: Rethinking School in the Age of the Computer" (1992).
Ele também tem publicado inúmeros artigos sobre matemática,
Inteligência Artificial, educação, aprendizagem e
raciocínio.
Mais informações sobre Papert podem ser obtidas no Media
Lab, do MIT, do qual é um dos fundadores e principais membros.
Jean Piaget
Biólogo, nascido
em Newchatel – Suíça (09/08/1896 - 16/09/1980). Pesquisador e estudioso
intelectual. Através do método clínico, Piaget nos trouxe a gênese
das estruturas lógicas do pensamento da criança.
Suas pesquisas o levaram da biologia à filosofia e psicologia,
aproximando progressivamente a biologia a cibernética,
a psicologia e a matemática para explicar o desenvolvimento da inteligência.
Apesar de naturalista,
começou explorar outros campos, principalmente a sistemática dos processos
mentais, entrando em contato com grandes mestres da psiquiatria
e psicanálise na Alemanha
e França.
Em Paris, estagiou no Instituto Binet,
onde ficou encarregado pela padronização francesa de alguns testes ingleses.Podem-se
estabelecer algumas etapas da produção teórica de Piaget e da sua
caminhada para constituir a Epistemologia
Genética.
Daniel Goleman
Psicólogo, Ph.D. em Harvard e jornalista da área de ciência e comportamento
do New York Times, Daniel Goleman é o presidente da empresa
de consultoria "Emotional Intelligence Services", em Sudbury,
Massachusetts e autor do polêmico e revolucionário livro Inteligência
Emocional.
A obra de Goleman é fruto de
dez anos de pesquisas nas áreas
neurológicas e comportamentais. Seu livro apresenta inúmeras pesquisas
científicas e as novas descobertas sobre a arquitetura emocional do cérebro.
Desta forma, o psicólogo lança um novo conceito sobre inteligência, o
QE - quociente emocional.
Ao longo de 12 anos, escreveu sobre
psicologia e ciências do cérebro para The New York Times. Editor
da revista Psychology Today por nove anos. Além de
Inteligência Emocional, publicado pelo Brasil pela Editora Objetiva, entre
seus livros anteriores estão Vital Lies (Mentiras Vitais), Simple Truths
(Verdades Simples), The Meditative Mind (A Mente Meditativa) e,
como co-autor, The Creative Spirit (O Espírito Criativo).
S. Freud
Freud,
Sigmund (1856-1939). Psiquiatra de origem austríaca.Nasceu em 6 de
março de 1856, na cidade rural de Freiberg. De família humilde, desde
cedo acostumou-se a ler e estudar muito. Formou-se em medicina na Universidade
de Viena, onde aprendeu com os melhores cientistas da época.
Freud
é o fundador da psicanálise,
que é um método de investigação psicológica usado no tratamento das neuroses
através da procura das tendências ou influências reprimidas no inconsciente
do indivíduo e do seu retorno ao consciente pelo processo de análise.
Seu livro A interpretação dos sonhos (1901) influenciou bastante os surrealistas.
Veio
a falecer em 23 de setembro de 1939 em Londres, já consagrado como o pai
da psicanálise. Freud, inicialmente, especializou-se em neuropatologia
mas foi no estudo da mente que se destacou, e não no estudo do cérebro
simplesmente.
A. R. Luria
Alexander
Romanovich Luria nasceu em 1902, em Kazan. Filho de pais socialistas,
Luria defrontou-se, aos 15 anso, ainda no curso secundário, com
a revolução soviética. Nesse momento, foram abertas as portas da universidade
para quem quaisesse cursá-la, e Luria matriculou-se no Departamento
de Ciências Sociais. Seu interesse, no entanto, voltava-se para a psicologia.
Dado seu trabalho de alto nível e erudição em psicologia e pedagogia,
Luria foi convidado, em 1924, a se juntar ao copode de jovens cientisas
do recém-criado Instituto de Psicologia de Moscou. Lá, associou-se a Alexei
Leontiev com o objetivo de estudar as bases materiais do fenômeno
psicológico humano, usando basicamente as concepções pavlovianas.
Esse método, no entanto, mostrava-se
insatisfatório para abordar justamente aqueles aspectos psicológicos caracteristicamente
humanos. Uma perspectiva de solução para esse conflito abriu-se, num dia
de 1924, quando no I Encontro Soviético de Psiconeurologia um um jovem
vindo de Gomel colocava-se como desafio à elaboração
ddas bases teóricas de uma psicologia marxista.
Tratava-se
de Vigotskii, que, diferentemente dos outros, propunha não
ser papel dos psicólogos formular coletâneas de citações
de Marx e Engels sobre diversos aspectos da psicologia humana,
mas sim introduzrir na ciência psicologica o método marxista.
Desde aquele momento, Vigotskii passou a ser o líder intelectual
daquele jovem grupo e, em particular, de Luria, que, modesta e
expressamente, diz, em vários de seus artigos, que nada mais fez
na vida que seguir as grandes linhas e hipóteses formuladas por
Vigotskii.
O fundamento básico dessas hipóteses levantadas é
que os processos psicológicos superiores humanos são mediados
pela linguagem (semanticos) e estruturados não em localizações
anatômicas fixas no cérebro, mas em sistemas funcionais,
dinâmicos e historicamente mutáveis. Em função
dessas concepções, por volta de 1930, Vigotskii e Luria
passaram a se interessar pelo fenômeno da instalação,
perda e recuperação de funções ao nível
do sistema nervoso central, havendo ambos, também, entrado para
a escola de medicina.
Com a morte de Vigotskii, em
1934, Luria continuou por esse caminho, tendo-se tornado um dos
mais renomados neuropsicólogos mundiais,construindo uma monumental
obra científica esparsa nos seus mais de 30 livros publicados.
Luria morreu em Moscou, em 1977, aos 75 anos.
L.
S. Vigostkii
Lev
Semenovich Vigotskii nasceu em 1896 em Orsha, Bielorússia, e faleceu
prematuramente, aos 38 anos, em 1934, vítima de tuberculose. Concluiu
seus estudos em Direito e Filosofia na Universidade de Moscou, em 1917.
Posteriormente
estudou Medicina. Lecionou literatura e psicologia em Gomel, de 1917 a
1924, quando se mudou novamente para Moscou, trabalhando, de início, no
Instituto de Psicologia e, mais tarde, no Instituto de Defectologia, pôr
ele fundado. Dirigiu ainda um Departamento de Educação para deficientes
físicos e retardados mentais. De 1925 a 1934, Vigostkii lecionou psicologia
e pedagogia em Moscou e Leningrado. Nessa ocasião, iniciou estudo sobre
a crise da psicologia buscando uma alternativa dentro do materialismo
dialético para o conflito entre as concepções idealistas e mecanicista.
Tal estudo levou
Vigotskii a seu grupo - entre eles A. R. Lúria e A. N. Leontiev
- a propostas teóricas inovadoras sobre temas como: relação pensamento
e linguagem, natureza do processo de desenvolvimento da criança e o papel
da instrução no desenvolvimento. Vigostskii foi ignorado no Ocidente e
teve a publicação de suas obras suspensa na União Soviética de 1936 a
1956.
Hoje, no entanto, a partir de divulgação feita, seu trabalho vem sendo
profundamente estudado e valorizado. A morte prematura de Vigostkii interrompeu
uma carreira brilhante, da qual se pode resgatar hoje importantes contribuições.
A atualidade dos temas tratados é o sinal mais evidente de que estamos
diante de uma obra da maior significação.
A. N. Leontiev
Alexei
N. Leontiev, nascido em 1903, foi um dos importantes psicóogos
soviéticos a trabalhar com Vigostkii d Luria. Membro da Academia
Soviética de Ciências Pedagógicas, recebeu em 1968
o o título de doutor honoris causa pela Universidade de Paris.
Uma
das principais preocupações de Leontiev foi com a
pesquisa das relações entre o desenvolvimento do psiquismo
humano e a cultura, ou seja, entre a evolução das funções
psíquicas e a assimilação individual da experiência
histórica.
Assim
como Vigotskii, Leontiev critica as concepções mecanicistas
do comportamento humano, buscando a construção de um referencial
marerialista histórico e dialético para a psicologia. Leontiev
defende a natureza sócio-histórica do psiquismo humano e,
a partir daí, a teoria marxista do desenvolvimento social torna-se
indispensável. Teórico e experimentador, Alexei Leontiev
não limita seu horizonte ao laboratóri. Preocupa-se com
os problemas da vida humana em que o psiquismo intervém. Seu campo
de estudos compreendeu a pedagogia, a cultura no seu conjunto, ao problema
da personalidade. Criou a Faculdade de Psicologia da Universidade de Moscou
da qual se tornou o decano.
Leontiev morreu de 1979.
|