Novos Desafios

Será que as máquinas conseguirão algum dia superar o pensamento humano?


       Há 4 anos atrás cientistas da IBM desenvolveram o DEEP BLUE, uma máquina capaz de realizar incríveis jogadas de xadrez. Lançaram o seguinte desafio: Garry Kasparov,  o maior jogador de xadrez, não conseguiria vencer a máquina. Desafio lançado, em 10 de fevereiro de 1996, foram às jogadas: de 6, Garry ganhou 4. No mês seguinte, nova disputa: dessa vez, DEEP BLUE levou a melhor. Ganhou 3,5 contra 2,5 de Garry.

       Após o "Desafio do século", não houve nenhum outro desafio com tamanha repercussão. Novas máquinas vêm sendo desenvolvidas, com capacidade de executar tarefas cada vez mais complexas. Cientistas vêm realizando várias pesquisas nessa área e muitas empresas têm investido recursos, numa tentativa de construir equipamentos que apresentem comportamentos semelhantes aos do homem.

       Já existem até desenvolvimentos no sentido de se construir máquinas com rostos iguais aos dos humanos. Mas, por mais que essa área se desenvolva, jamais máquina alguma será capaz de superar o pensamento humano. Nós humanos fomos criados à imagem e semelhança de Deus: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou"(Gênesis 1: 27) e por isso temos essa capacidade - de pensar, sentir, ter emoções - tão especial e única.

       Podemos inicialmente pensar que uma máquina é inteligente. Na realidade, elas realizam atividades surpreendentes: cirurgias médicas, limpeza de oleodutos. Podemos criar máquinas incríveis, que realizam tarefas das mais complexas, mas estas nunca chegarão a pensar como o homem pensa. Todos os conhecimentos que as máquinas adquirem são com base em algoritmos inseridos em sua memória. Nada, nenhuma nova idéia pode vir do acaso. Já o pensamento do homem é perfeito. Deus o criou de forma única. Nem os animais, que são as outras únicas criaturas vivas existentes, possuem tal capacidade.

       Diferentemente do homem, que possui capacidade intelectual extremamente complexa, as máquinas possuem capacidade de raciocinar e apresentar soluções apenas para problemas que lhes são apresentados de forma clara e óbvia, com base em conhecimentos previamente gravados em sua memória, ou adquiridos por meio dos algoritmos de aprendizagem nelas programados. Todos os comportamentos da máquina se baseiam nos algoritmos nelas inseridos. Enquanto isso, o homem possui uma característica que nenhuma máquina tem (e nunca vai ter): feeling. Ele pode perceber quando as palavras são irônicas, enquanto que as máquinas responderiam seriamente, sem perceber a ironia. O homem percebe quando está sendo humilhado; máquinas não o podem perceber. O homem sente quando as pessoas estão tristes e responde de forma a encorajá-las; máquinas não o podem sentir. O homem decodifica mensagens mesmo quando estas são um simples olhar ou quando são mímicas; máquinas não o podem decodificar. Além disso, em cada situação o homem apresenta uma resposta de maneira peculiar: dependendo do humor que apresente no dia, ele pode se magoar com uma simples resposta mais grosseira, enquanto que não o faria se estivesse de bom humor. Máquinas não apresentam tais variações sentimentais.

       No desafio do século, o computador DEEP BLUE acabou vencendo Kasparov. Mas aquilo era apenas um jogo, com regras a serem seguidas. Computadores não falham, pois são matematicamente programados. Além disso, enquanto Kasparov examinava de 3 a 5 jogadas por segundo, Deep Blue podia examinar 200 milhões delas. Mas essa suposta vitória nunca poderia ser considerada como a supremacia das máquinas sobre os homens, porque a máquina estava respondendo de acordo com seus algoritmos, o que garante que todas as suas jogadas seriam corretas.

       As respostas do homem não vem como resultado de execução de operações previamente definidas. E nem obedecem à regras estabelecidas. Seus conhecimentos não são adquiridos por  meio de algoritmos. Por tudo isso, sua capacidade de pensamento e raciocínio sempre será mais ampla que o computador. Por mais que desenvolvamos  máquinas complexas elas nunca poderão pensar, sentir, enxergar, responder, com a mesma perfeição com que o homem o faz. O homem tem percepção. Percebe os sentimentos. Responde às vezes sem palavras. Percebe ironias, mentiras. Percebe humilhações. Sente aquele “cheiro no ar”. E só ele pode fazer isso. Máquina alguma será capaz disso. Jamais.

       Num livro escrito na década de 70, Isaac Asimov “tenta” apresentar um robô humano. “O homem bicentenário” nos traz Andrew, um robô superevoluído, capaz de demonstrar emoção, intuição e emitir julgamentos. Na trama, Isaac Asimov descreve o relacionamento do robô com a família Martim. Seis gerações se vão e, enquanto isso, Andrew foi tentando se transformar em um homem: comprou sua alforria, construiu uma casa própria, começou a usar roupas, lutou por novas leis que defendessem os direitos dos robôs, trocou seu corpo metálico por um andróide, desenvolveu dispositivos que lhe permitiam respirar e comer, remodelou os tendões de seu rosto de forma a poder emitir emoções. Foi marceneiro exímio, escritor, pesquisador, biólogo de robôs. Por fim, o Robô Bicentenário conseguiu ser legalmente um humano, após meses de batalha judicial.

       Mas nada disso o transformou num verdadeiro homem, pois havia uma diferença que nunca poderia ser extirpada: o cérebro de um robô é feito por mão humanas, é fabricado, e nunca morre. O cérebro humano simplesmente evolui: nós nascemos com ele, novos conhecimentos vão sendo acumulados com o passar do tempo, até que chega o dia em que ele morre.

       E é isso que garante que um robô nunca superará o pensamento humano, pois mão nenhuma jamais conseguirá ultrapassar as características da suprema criação. Deus assim o fez. Quando criou o homem, disse: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra Gênesis,1:26-28." E isso, homem nenhum poderá mudar.