“Cérebros são Computadores Formados de Carne.”
 
                    Esta frase define muito bem o pensamento dos seguidores da IA  forte,
        e  foi   dita   por  Minsky,  conhecido no meio acadêmico como o   “Papa”    da
        Inteligência Artificial.  Marvin Minsky, 71  anos,  filósofo   e   matemático,   é   o
        fundador do Laboratório de IA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
 
                Segundo  esta  corrente,    pode-se    atribuir    qualidades    mentais    ao
        funcionamento lógico de qualquer máquina com processamento computacional,
         inclusive o mais simples deles, o  termostato. Define-se, portanto, a atividade
        mental como sendo apenas a realização de uma  seqüência bem definida  de
        procedimentos, ou seja, a atividade mental   de  um  cérebro  nada  mais é do
        que um  algoritmo  complexo. Todas   as  qualidades    mentais,    incluindo   a
        consciência, seriam  apenas características do funcionamento do algoritmo.
 
                   Quando for possível definir tal algoritmo e reproduzi-lo em uma máquina,
         esta será capaz de passar pelo teste de Turing, e a realização deste algoritmo
        produzirá   a   qualidade mental  do entendimento.
 
                   Resumindo, os precursores da IA forte dizem que a atividade mental de
        um   cérebro humano não passa de uma seqüência  complexa  de  operações,
        assim como um procedimento. Quando   essa   complexidade for  definida, de
        forma a ser possível reproduzi-la, o  computador   poderá processar de forma
        idêntica ao cérebro e todas as qualidades mentais  - pensamento, sentimento,
        inteligência, entendimento , consciência - surgirão naturalmente.
 
                    Minsky utiliza vários aspectos para defesa de seus argumentos. Em uma
        entrevista  dada a revista "Isto É"  ele  coloca   pontos   bastante    interessantes
        sobre a   possibilidade  dos computadores pensarem ou não.