Com o surgimento da Inteligência Artificial Forte - frente que, em
        suma, defende  que  os  computadores "pensam" - houve uma necessidade
        de diferenciar as vertentes de estudo existentes, passando a  defini-las   em
        I.A. Forte e Fraca.
 
                            A I.A. Fraca, pode-se dizer, que existe desde a  construção    do
        primeiro   computador.  Isto  se  dá  porque esta tem suas bases entalhadas
        no propósito primordial que levou a construção deste primeiro computador -
        criar um equipamento que  facilitasse  o  trabalho do homem (historicamente
        afirma-se  que   para  auxiliar  os   cálculos    de    trajetórias   precisas   para
        bombardeamento de países na Segunda Grande Guerra Mundial).
 
                             Defendendo um paradigma a qual  diz  que os   computadores
        apenas processam dados, não  possuindo  então  quaisquer  estruturas de
        cunho  emocional,  psicológico  e outros  (como os  seres  humanos), a  I.A.
        Fraca   se    baseia     em   argumentos   científicos  e   fundamentos   ditos
        "questionáveis" levantados pela I.A. Forte para embasar seus princípios. O
        filósofo americano John Searle, por exemplo,  diz que a simples realização
        de um algoritmo bem sucedido não significa que  houve  entendimento  por
        parte do computador.
 
                            Henrique Schützer Del Nero, médico-psiquiatra e coordenador
        do Grupo de Ciência Cognitiva do Instituto de Estudos Avançados da USP,
        defende de forma bastante significativa a  impossibilidade do pensamento
        para os computadores. Seu relato é um tanto incisivo e perspicaz  no  que
        tange a defesa da I.A. Fraca.