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Tema: Os computadores podem pensar?
                    INTRODUÇÃO
 
            Ao  observar   tarefas  incríveis   realizadas  pelos  computadores  nos  dias
    atuais - cálculo matemáticos precisos   em   frações   de   segundo,   animações
    gráficas que simulam conexões cerebrais por exemplo, transmissões em tempo
    real e outros - associamos isso a própria máquina em si, como se o computador
    pudesse  realizar  aquela tarefa sem a ajuda  do   profissional   ou   do grupo  de
    profissionais   da   área   que   realmente  são mantenedores daquele projeto.
 
            Claro que se os artifícios  computacionais  não  existissem,   a   velocidade
    das tarefas ficaria  extremamente  comprometida,   porém   o   computador,   de
    modo geral,  é apenas o executor,   a   ferramenta   utilizada   pelo  artífice  para
    execução de sua obra.  No entanto,   por  volta   da  década   de   70,   surgiram
    pesquisadores     impulsionados    a     modificar    as     linhas      mestras     da
    utilização dos computadores  desenvolvendo    um   outro   paradigma   em   se
     tratando    da     funcionalidade   dos    computadores    -    queriam    máquinas
    capazes  de  pensar,    aprender,     racionar,    sentir,      compreender;     como
    pessoas.
 
            A  partir  desta  idéia é que desenvolveremos o raciocínio de todo  estudo.
    Pedimos que  aja  uma certa reflexão nos aspectos que discutiremos  à seguir,
    principalmente os de cunho psicológico.
 
            Se questionamos se os  computadores   podem    pensar   primeiramente
    vamos analisar o que vem a ser a  palavra  pensar.  Colocaremos    a    seguir,
    uma barreira que  deverá  ser transposta para  tornar   positiva     a    resposta
    de tais questionamentos. Em um dicionário da   língua   portuguesa  colhemos
    seguinte definição:
Definição do termo Pensar.
            Agora, como podemos afirmar que o  computador  pensa?   Ele  apenas
    faz operações aritméticas e lógicas, ou  seja, por mais  que   se   implemente
    procedimentos  de  aprendizado, o  conhecimento   é  apenas  um  banco  de
    dados  que auto-interage através de operações. As máquinas não formam
    idéias,  não julgam,  não  tem  opinião,  elas  apenas executam  tarefas.
 
            O pensamento é uma   estrutura  por   demais   complexa   -  química   e
    psicologicamente - para afirmarmos que o computador pensa. Até o próprio
    termo pensamento  para o homem não é   totalmente   definido ainda; talvez
    pudéssemos utilizar um   outro   termo   para   empregar   o   que   realmente
    acontece a nível de processamento ao  invés do  termo "pensamento". Uma
    citação  de René Descartes é de grande valia para uma análise deste ponto
    em diante. Esta diz o seguinte:
Frase de Descartes.
         
            Como pensar condiciona  a   existência   de    algo,   se   o     computador
    pensasse  este seria capaz de reconhecer a sua   própria  existência,  o    que
    não acontece. O  que  é  plausível dizer é     que  o  computador     simula
    ações  humanas,  mas  não  as    executa      por     consciência  própria,
    hoje.  Carlos Orsi Martinho coloca alguns    pensamentos    à  respeito   deste
    assunto em um texto muito interessante   entitulado  "Máquinas que pensam".
 
             A  mudança  de  definição  de  pensamento  é   um     dos     fatores    da
    existência   na divergência   sobre  a  questão do pensamento do computador,
    defendido pela frentes da Inteligência Artificial Fraca e da Inteligência Artificial
    Forte. Algo que deseja-se deixar bem claro é que, existem pessoas da maior
    competência  acadêmica  em ambas as frentes e  que há perspectivas claras
    de  que possa realmente haver  alguma  espécie  de  resposta   concreta,  ou
    um  novo  fato  decisivo  a  respeito  de tudo isso, em digamos, quinze a vinte
    anos.
 
            Claro que se houver um embasamento relacionando os tantos  fatos  que
    eram apenas ficção   à   anos   atrás  e  que  hoje  são  realidades   presentes,
    e no avanço demasiadamente rápido  da  tecnologia,  é   fácil   dizer   que  um
    dia  os   computadores  poderão   pensar.  Quando  assistíamos  o  filme  Star
    Trek   ouvíamos  falar   em     um     combustível     fortíssimo     utilizados    nas
    espaço-naves      chamado     "antimatéria",     algo      que      apenas    existia
    teoricamente naquela época, porém  hoje  este  já  existe,  mesmo    que     de
    difícil obtenção pois toneladas do composto ativo são utilizados para produzir
    gramas do combustível.  A  evolução  é  algo  presente,  porém  esta   não
    nos  dá o direito de prever eventos que ainda  não aconteceram,  como
    se já o estivesse.  No  entanto  é  muito   fascinante,  assim   como    existem
    tantas pessoas dedicadas seriamente  a   descobrir vida  em outros planetas,
    um  tipo de inteligência  desenvolvida aqui mesmo no nosso planeta.
 
           A série de filmes "O Exterminador do Futuro" retratam bem esta realidade.
    Nestes,   os  conceitos  de  I. A.   são   bem  evidenciados , uma  vez  que,   os
    'cyborgs',   agem   como    pessoas,    desenvolvem   raciocínio   como   estas,
    aprendem ('Hasta la vista, Baby!')  e  realizam  ações  sem  que   as   próprias
    pessoas   ao  seu   redor    conseguissem   diferenciar   se  eles   eram   seres
    humanos   ou   máquinas.   Muitos   filmes    embasam-se    nestes   conceitos,
    sendo  que  cada  um,   aborda  traços   particulares  da   Inteligência  Artificial.
    Alguns  deles  são: "Allien",  "2001,  Uma  Odisséia  no  Espaço",  "Number 5",
    "O Caçador de Andróides", etc.
 
            Muitos testes foram propostos para resolver   este   questionamento   tão
    complexo, porém Alan  Turing  propôs  um  que se baseava,   não apenas em
    comparações teóricas, mas em uma experiência  prática  para determinar se
    um computador realmente pensa; este é um dos   mais   aceitos   a  nível   de
    Inteligência  Artificial (IA)  na    atualidade. Obviamente,  é    bastante   preciso
    analisar  uma  máquina  segundo  um  paradigma  de  comparação    com    o
    ser   humano;  “ Se o experimentador   não   fosse capaz   de     discernir
    entre    ambos   (computador  e  homem),    então,    o  computador   em
    questão  seria  considerado inteligente.”;   porém  os    agravantes      de
    erros  muitas  vezes  não  são  considerados;  agravantes como os  aspectos
    de erro do experimentador, do nível das questões, dos aspectos psicológicos
    das pessoas envolvidas, e  outros.   É  bastante   difícil   colocar   um    divisor
    de águas preciso nesta questão,  até  o  Teste de Turing é questionável.
 
                        Uma  ressalva  que   deve    ainda  ser  feita,  principalmente como
    parâmetro   histórico de   um   novo   advento  sobre  os questionamentos  da
    possibilidade dos computadores pensarem   os   não,   foi   o   confronto    do
    campeão  mundial, o enxadrista Garry Kasparov, com um super  computador
     da IBM,  batizado Deep  Blue. O desafio se baseou em um série de  partidas
    de xadrez, que de modo  sensacionalista  foi  batizado  como  o confronto do
    século, um confronto que  reafirmaria a superioridade e a  própria  dignidade
    do ser humano sobre os   computadores.   Logicamente,   que   todos   estes
    questionamentos   sobre   superioridade   e  dignidade  não  passam  de um
    puro coeficiente  rentável  para  a  imprensa  mundial;  a   dignidade   do  ser
    humano não está a prova, os computadores são mais velozes em processar
    dados que um ser humano, isto é óbvio, mas todo o processo para que  isso
    aconteça  é  puramente  uma  realização humana.  É  muito válido  ler o relato
    dado por Kasparov após o confronto,   além   da    tabela comparativa    entre
    Kasparov e o Deep Blue.
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